segunda-feira, 20 de agosto de 2007
BNDES acelera empréstimos
O BNDES lucrou R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre, o melhor resultado da história dos bancos brasileiros. Outro recorde de julho estão nos R$ 6,5 bilhões liberados, elevando para R$ 31,2 bilhões os empréstimos dos primeiros sete meses de 2007 e a R$ 60,9 bilhões os dos últimos 12 meses. Os números confirmam a aceleração da indústria e o aumento dos investimentos na infra-estrutura - juntos, os dois setores representaram 86% do desembolso total. O banco concentrou as operações nos clientes de grande porte - responsáveis por 76% dos empréstimos no mês passado -, nas pequenas e micro empresas e nas pessoas físicas. Também concentrou o crédito nas Regiões Sudeste e Sul, mais industrializadas, que oferecem resposta imediata à oferta e receberam 86% dos créditos em julho. As operações com pessoas físicas somaram 95,5 mil (101%, em 12 meses). No mês passado, foram emprestados R$ 465 milhões a 16,5 mil pessoas físicas e R$ 575 milhões a 6.710 micro e pequenas empresas. O banco emprestou 58,5% a mais para os projetos de energia elétrica, para R$ 2,3 bilhões. O segmento metalurgia recebeu mais: R$ 2,7 bilhões. - DeFato
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Falta de água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas
A falta de acesso à água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas, de acordo com alerta feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, o Dia Mundial da Água.A organização alerta que esse número pode dobrar até 2025, quando dois terços da população mundial pode estar sofrendo com problemas ligados à escassez de água limpa.
Atualmente, 2,6 bilhões de pessoas – metade da população dos países em desenvolvimento - vivem em locais sem condições básicas de saneamento.
Os problemas relacionados à falta de acesso à água adequada matam mais de 1,6 milhões de pessoas todos os anos.
Segundo a OMS, 90% das mortes ocorrem entre crianças menores de cinco anos, principalmente em países mais pobres.
“Para cada criança que morre, inúmeras outras sofrem de problemas de saúde, produtividade reduzida e perda de oportunidades de educação”, disse a diretora-geral da OMS, Margareth Chan. - BBC Brasil
Atualmente, 2,6 bilhões de pessoas – metade da população dos países em desenvolvimento - vivem em locais sem condições básicas de saneamento.
Os problemas relacionados à falta de acesso à água adequada matam mais de 1,6 milhões de pessoas todos os anos.
Segundo a OMS, 90% das mortes ocorrem entre crianças menores de cinco anos, principalmente em países mais pobres.
“Para cada criança que morre, inúmeras outras sofrem de problemas de saúde, produtividade reduzida e perda de oportunidades de educação”, disse a diretora-geral da OMS, Margareth Chan. - BBC Brasil
Desastres naturais afetaram 117 milhões em 2007, diz ONU
Apenas no decorrer deste ano, 117 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas de cerca de 300 desastres naturais, incluindo secas devastadoras na China e na África e inundações na Ásia e na África - num prejuízo total de US$ 15 bilhões.Os números do impacto global das mudanças climáticas foram apresentados nesta segunda-feira pela ONU durante a World Water Week, a conferência mundial sobre água que reúne em Estocolomo, na Suécia, representantes de 140 países e organizações internacionais.
A subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva do programa Habitat da ONU, Anna Tibaijuka, alertou que a oferta de água corre sério risco e que os impactos mais severos deverão ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento.
Grande parte dos países menos desenvolvidos já enfrenta períodos incertos e irregulares de chuvas, e as previsões para o futuro indicam que as mudanças climáticas vão tornar a oferta de água cada vez menos previsível e confiável.
"Economizar água para o futuro não é, portanto, lutar por um objetivo distante e incerto. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos hídricos já alcançaram proporções alarmantes, e podem afetar a oferta de água num futuro próximo caso não sejam revertidas", disse Tibaijuka.
A subsecretária-geral da ONU ressaltou ainda que a água vai ser a questão dominante da agenda global neste século. A ONU estima que 20% da população mundial em 30 países já sofra com a escassez de água.
Segundo previsões da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas podem enfrentar escassez crítica de água em 2025, e dois terços da população mundial podem ser afetados pelo problema naquele ano.
Explosão urbana
O crescimento explosivo das populações urbanas é também causa alarmante da ameaça global de escassez de água no mundo, advertiu Tibajuka.
"Neste ano a porcentagem da população mundial que vive em centros urbanos vai pela primeira vez na história ultrapassar os 50%, provocando uma enorme pressão sobre a demanda de água. É preciso acabar com o desperdício de água. Quase a metade da água usada para abastecer as cidades é atualmente perdida devido a desperdício e negligência na manutenção das redes de abastecimento", acrescentou.
Uma das metas do Milênio da ONU é reduzir à metade o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento básico até 2015. Mas a apenas oito anos do cumprimento do prazo, os organizadores da conferência mundial da água alertam que um bilhão de pessoas ainda são afetadas pela falta de água potável, e mais de 2,4 bilhões não possuem saneamento básico.
Durante a conferência, uma delegação brasileira liderada pelo especialista Benedito Braga, da Agência Nacional de Água (ANA), participará da apresentação do projeto de gestão dos recursos da Bacia do Amazonas.
Até o final da semana, a World Water Week vai promover 70 seminários e workshops destinados a buscar soluções para conter a ameaça da escassez global de água. - BBC Brasil
A subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva do programa Habitat da ONU, Anna Tibaijuka, alertou que a oferta de água corre sério risco e que os impactos mais severos deverão ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento.
Grande parte dos países menos desenvolvidos já enfrenta períodos incertos e irregulares de chuvas, e as previsões para o futuro indicam que as mudanças climáticas vão tornar a oferta de água cada vez menos previsível e confiável.
"Economizar água para o futuro não é, portanto, lutar por um objetivo distante e incerto. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos hídricos já alcançaram proporções alarmantes, e podem afetar a oferta de água num futuro próximo caso não sejam revertidas", disse Tibaijuka.
A subsecretária-geral da ONU ressaltou ainda que a água vai ser a questão dominante da agenda global neste século. A ONU estima que 20% da população mundial em 30 países já sofra com a escassez de água.
Segundo previsões da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas podem enfrentar escassez crítica de água em 2025, e dois terços da população mundial podem ser afetados pelo problema naquele ano.
Explosão urbana
O crescimento explosivo das populações urbanas é também causa alarmante da ameaça global de escassez de água no mundo, advertiu Tibajuka.
"Neste ano a porcentagem da população mundial que vive em centros urbanos vai pela primeira vez na história ultrapassar os 50%, provocando uma enorme pressão sobre a demanda de água. É preciso acabar com o desperdício de água. Quase a metade da água usada para abastecer as cidades é atualmente perdida devido a desperdício e negligência na manutenção das redes de abastecimento", acrescentou.
Uma das metas do Milênio da ONU é reduzir à metade o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento básico até 2015. Mas a apenas oito anos do cumprimento do prazo, os organizadores da conferência mundial da água alertam que um bilhão de pessoas ainda são afetadas pela falta de água potável, e mais de 2,4 bilhões não possuem saneamento básico.
Durante a conferência, uma delegação brasileira liderada pelo especialista Benedito Braga, da Agência Nacional de Água (ANA), participará da apresentação do projeto de gestão dos recursos da Bacia do Amazonas.
Até o final da semana, a World Water Week vai promover 70 seminários e workshops destinados a buscar soluções para conter a ameaça da escassez global de água. - BBC Brasil
O que a semana nos reserva
Segunda-feira
* Esta semana, talvez ainda hoje, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintailha (PMDB-TO), indicará o relator do novo processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele é acusado de ter feito lobby em benefício de uma cervejaria. Mas a Folha de S.Paulo informa hoje que o processo será arquivado sob a alegação de que o irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), é que fez negócios com a cervejaria.
* Nelson Jobim, ministro da Defesa, se reúne com diretores das companhias aéreas para discutir meios de desafogar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
* Estarão hoje no Senado o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Ministério da Defesa, brigadeiro Ramon Cardoso, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, o presidente da Infraero, Sérgio Galdenzi, o diretor-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, José Márcio Mollo e o presidente regional da Associação Brasileira de Agências de Viagem, João Quirino Júnior. Eles foram convidados pela subcomissão temporária de regulamentação dos marcos regulatórios, da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para discutir a legislação do setor de aviação civil.
Terça-feira
* Dois representantes da TAM serão ouvidos na CPI do Apagão Aéreo da Câmara: Marco Aurélio Castro, diretor de segurança da TAM e Alex Frischmann, responsável pelo equipamento dos Airbus A320.
* Gustavo Fruet (PSDB-PR) pretende entregar ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, um pedido de processo administrativo contra a diretoria da Anac. Fruet é integrante da CPI do Apagão Aéreo da Câmara.
* A CPI do Apagão Aéreo do Senado ouve a presidente da Associação dos Familiares do vôo 1907 da Gol, que colidiu com um jatinho e caiu em setembro de 2006. Os procuradores da República na Bahia, Danilo Pinheiro Dias e Juliana Azevedo Moraes, devem ser ouvidos nessa mesma sessão.
* Três projetos de lei de conversão (PLVs) - proposições originárias de medidas provisórias, lidos na sessão da última terça, estão trancando a pauta do Senado. Nada pode ser votado até que se resolva essa questão, o que pode acontecer na terça.
Quarta-feira
* Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), depõe na CPI da Câmara. Na do Senado, serão ouvidos: Ettore Ferdinando Casoria, empresário da empresa FS3, Adilson José da Silva, empregado da Sá Publicidade e José Oliveira Sobrinho, presidente da Associação de Mídia Aeroportuária.
* Os deputados da CPI do Apagão Aéreo devem aprovar a convocação da diretora da Anac Denise Abreu para prestar esclarecimentos.
Quinta-feira
* Denise Abreu, diretora da Anac, depõe na CPI do Senado. No último fim de semana o Estado de S.Paulo informou que ela incitou as companhias aéreas a não adotarem as medidas propostas pelo governo para desafogar o aeroporto de Congonhas. Denise também é acusada pelo ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, de tentar beneficiar um amigo ao tentar transferir para o aeroporto de Ribeirão Preto o controle de cargas que hoje fica com os aeroportos de Congonhas e Viracopos. José Carlos Pereira também será ouvido. Outro que depõe é Sérgio Galdenzi, novo presidente da Infraero. - Noblat
* Esta semana, talvez ainda hoje, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintailha (PMDB-TO), indicará o relator do novo processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele é acusado de ter feito lobby em benefício de uma cervejaria. Mas a Folha de S.Paulo informa hoje que o processo será arquivado sob a alegação de que o irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), é que fez negócios com a cervejaria.
* Nelson Jobim, ministro da Defesa, se reúne com diretores das companhias aéreas para discutir meios de desafogar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
* Estarão hoje no Senado o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Ministério da Defesa, brigadeiro Ramon Cardoso, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, o presidente da Infraero, Sérgio Galdenzi, o diretor-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, José Márcio Mollo e o presidente regional da Associação Brasileira de Agências de Viagem, João Quirino Júnior. Eles foram convidados pela subcomissão temporária de regulamentação dos marcos regulatórios, da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para discutir a legislação do setor de aviação civil.
Terça-feira
* Dois representantes da TAM serão ouvidos na CPI do Apagão Aéreo da Câmara: Marco Aurélio Castro, diretor de segurança da TAM e Alex Frischmann, responsável pelo equipamento dos Airbus A320.
* Gustavo Fruet (PSDB-PR) pretende entregar ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, um pedido de processo administrativo contra a diretoria da Anac. Fruet é integrante da CPI do Apagão Aéreo da Câmara.
* A CPI do Apagão Aéreo do Senado ouve a presidente da Associação dos Familiares do vôo 1907 da Gol, que colidiu com um jatinho e caiu em setembro de 2006. Os procuradores da República na Bahia, Danilo Pinheiro Dias e Juliana Azevedo Moraes, devem ser ouvidos nessa mesma sessão.
* Três projetos de lei de conversão (PLVs) - proposições originárias de medidas provisórias, lidos na sessão da última terça, estão trancando a pauta do Senado. Nada pode ser votado até que se resolva essa questão, o que pode acontecer na terça.
Quarta-feira
* Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), depõe na CPI da Câmara. Na do Senado, serão ouvidos: Ettore Ferdinando Casoria, empresário da empresa FS3, Adilson José da Silva, empregado da Sá Publicidade e José Oliveira Sobrinho, presidente da Associação de Mídia Aeroportuária.
* Os deputados da CPI do Apagão Aéreo devem aprovar a convocação da diretora da Anac Denise Abreu para prestar esclarecimentos.
Quinta-feira
* Denise Abreu, diretora da Anac, depõe na CPI do Senado. No último fim de semana o Estado de S.Paulo informou que ela incitou as companhias aéreas a não adotarem as medidas propostas pelo governo para desafogar o aeroporto de Congonhas. Denise também é acusada pelo ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, de tentar beneficiar um amigo ao tentar transferir para o aeroporto de Ribeirão Preto o controle de cargas que hoje fica com os aeroportos de Congonhas e Viracopos. José Carlos Pereira também será ouvido. Outro que depõe é Sérgio Galdenzi, novo presidente da Infraero. - Noblat
Manchetes do dia
Folha de S.Paulo: Elite do serviço público tem até 80% de aumentoO Estado de São Paulo: Diretora da Anac terá de depor em duas CPIs
O Globo: BCs europeus se articulam para conter crise em bolsas
Jornal do Brasil: CPMF vai sair mais cara ao governo
Gazeta Mercantil: Nervosismo nas bolsas afeta os preços agrícolas
Valor Econômico: Capitalizadas, empresas nacionais resistem à crise
Correio Braziliense: Condomínios - Preços dos lotes serão definidos pelo IPTU-2008
Estado de Minas: MP luta na Justiça contra privilégio de deputados
Zero Hora: Desvio na fraude de selos foi maior em ano eleitoral
Jornal do Commercio: Jovens cometem crime bárbaro em Limoeiro
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Novo buraco surge nas obras da linha 4 do metrô de São Paulo
Um novo buraco foi aberto pelas obras da linha 4 do metrô de São Paulo, na região de Pinheiros, sete meses após uma cratera ter matado sete pessoas. Segundo a Folha de S.Paulo, o novo buraco surgiu na rua dos Pinheiros, tem o formato de cone, com 1,5 metro de diâmetro no seu topo, três metros na base e dois de profundidade. Surgiu a cerca de 2,5 km da cratera na marginal Pinheiros. Desde o início da obra, em 2004, já haviam sido registrados dez acidentes na linha 4-amarela, com um total de oito pessoas mortas. Serão 12,8 km da linha, que vai ligar a Vila Sônia (zona oeste de São Paulo) à estação da Luz (centro).
Baixa renda e cartão de loja puxam alta de 21% no cartão de crédito
O mercado brasileiro de cartões de crédito deverá registrar faturamento de R$ 15,4 bilhões em agosto, por meio de 201 milhões de transações, de acordo com os dados da Itaucard. O volume será 21,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 12,7 bilhões e ficará atrás apenas da marca histórica de R$ 17,6 bilhões de dezembro de 2006. O número de cartões de crédito em circulação deverá alcançar 88 milhões ao final de agosto, com crescimento de 18,6% em relação aos 74 milhões do mesmo período de 2006. Já o tíquete médio das transações continuará estável na faixa de R$ 77 se comparado ao mês anterior, mas superior ao tíquete médio de R$ 75 quando observado agosto de 2006. Embora as altas mais expressivas sejam das regiões Sul e Nordeste, São Paulo concentra 30,7% dos cartões em circulação no país. Em agosto, segundo previsão da Itaucard, os cartões devem movimentar R$ 15,4 bilhões, em 201 milhões de transações. - DeFato
Venda de computadores cresce 20% no primeiro semestre
Segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o percentual de aumento levou a comercialização, no período, para 4,334 de computadores pessoais. Para 2007, o estudo estima crescimento de 211% no consumo de notebooks no Brasil, movimentando 2,1 milhões de unidades. A pesquisa também aponta que caiu a participação dos computadores clonados no mercado, durante o segundo trimestre, caiu para 35,8%.
Estados investem menos e obtêm superávits robustos
Os governadores dos maiores Estados brasileiros, empossados em janeiro, encerraram os primeiros seis meses de sua administração com elevados superávits primários. A economia forte levou a aumentos expressivos na arrecadação de ICMS, mas os Estados mostraram-se comedidos nos gastos em geral, principalmente nos investimentos, informa a principal reportagem de hoje do Valor Econômico. “No Rio, a economia foi de R$ 2,4 bilhões, valor 148% superior ao registrado no primeiro semestre de 2006. Em São Paulo, o aumento foi de 29%, mas permitiu ao Estado fazer superávit de R$ 10 bilhões. Nos demais Estados mais ricos do país, a situação se repete”. Segundo a reportagem, em muitos casos, a maior queda nas despesas ocorreu no item investimento e não representa corte real de despesas de custeio e manutenção da máquina pública. O menor desembolso em obras é explicado, na maioria das situações, pela base de comparação, pois em anos eleitorais, como 2006, a tendência é de aceleração de gastos. - DeFato
Em seis dias do mês, governo libera R$ 67 milhões de emendas
Apenas nos seis primeiros dias de agosto, o governo “assumiu o compromisso de pagar R$ 67,3 milhões relativos a emendas individuais dos congressistas ao Orçamento de 2007”, diz a Folha, para convencê-los a votar logo, e aprovar, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que mantém a DRU e prorroga a cobrança da CPMF até 2011. Nas contas do jornal, feitas pela assessoria do DEM com base em números do Ciafi, “o valor desses seis dias corresponde a mais de três vezes o total que havia sido empenhado – jargão orçamentário que significa o comprometimento de gasto – em todo o ano (R$ 20,7 milhões)”. A proposta de prorrogação se arrasta há quatro anos na Câmara, enfrentando dificuldades de várias ordens. A atual – motivo de queda-de-braço entre os governos federal e estadual – é a pretensão dos governadores e prefeitos de receberem parte da CPMF, possibilidade recusada desde a primeira hora pelo Ministério da Fazenda. Pelo acordo de ontem, um dos principais obstáculos foi superado: os deputados da Comissão de Constituição e Justiça decidiram votar a PEC na próxima terça-feira. “Os R$ 67 milhões de agosto beneficiaram sobretudo parlamentares do PT, que tiveram R$ 12,3 milhões de suas emendas empenhadas. O PMDB veio a seguir, com R$ 9,5 milhões, seguido do nanico aliado PC do B (R$ 6 milhões) e do oposicionista DEM (R$ 5,8 milhões)”. - DeFato
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